O papel político também é reforçar a boa informação, o respeito à imprensa e o combate às fake news.

O papel político também é reforçar a boa informação, o respeito à imprensa e o combate às fake news.

Neste difícil momento que vivemos, de uma pandemia endurecida ainda mais com as novas variantes do coronavírus, entre tantos papéis essenciais a nós, agentes políticos, também se encontra o nosso dever com a informação verdadeira.

Digo isso não para politizar o contexto já complicado que vivemos, mas justamente pelo motivo oposto: o de somar esforços pela seriedade e condução técnica do assunto, sem qualquer outra intenção. Vidas e muitas perdas estão em jogo, sejam de emprego ou de oportunidade pelo pão de cada dia.

Sempre defendi que houvesse unidade entre governos federal, estaduais e municipais na luta desta pandemia. E em meio a uma avalanche de desinformações e, infelizmente, de lados que se opõem em discussões que deveriam ser técnicas, temos que ajudar a esclarecer e não a confundir a população.

Como membro do Comitê Municipal de Enfrentamento ao Coronavírus e presidente da Câmara de Jundiaí, acompanho diariamente os esforços locais do Executivo para organizar e reforçar a estrutura do SUS e rede privada, bem como para ouvir os diversos setores afetados por essa crise, para atenuar prejuízos, considerar reformulações e oferecer o mínimo de segurança sanitária e real aos cidadãos.

Neste sentido, além de participar ativamente do processo, vejo o quanto é fundamental termos, como agentes públicos, ainda mais transparência e responsabilidade para comunicar à população o que de fato acontece na construção dessas ações – sem maquiagem, sem negacionismo, sem oportunismo.

Sempre defendi medidas transparentes em meu mandato e, agora, não seria diferente.

Quando digo que temos obrigação, como políticos, de contribuir com a boa informação não é somente estabelecendo pontes e diálogo com a população, mas também respeitando a importância do trabalho jornalístico sério e dos portais institucionais. Assim, podemos atender as frequentes dúvidas, avisar sobre o andamento da vacinação, esclarecer os métodos adotados na saúde e levar dados oficiais aos cidadãos.

Nesta semana, por sinal, além de celebrado o Dia Mundial da Saúde, na data de 7 de abril também foi comemorado o Dia do Jornalista e registro, aqui, todo meu respeito e admiração por aqueles que travam batalhas contra as fake news, infelizmente numerosas atualmente. Temos que valorizar quem expõe seus nomes, rostos e sabedoria para interpretar e fazer chegar a nós as “traduções” de um momento tão delicado.

Promover uma guerra dentro de outra guerra não nos levará a lugar nenhum. A imprensa representa o direito de todos nós à informação e deve ser aliada desse retrato atual, mesmo quando ela nos mostra o que não gostaríamos, como o número recorde de mortes por coronavírus superado a cada dia no País.

Apenas ao sabermos dos problemas, conseguiremos juntos encontrar as saídas.