Faouaz propõe projeto para prevenção ao suicídio

Faouaz propõe projeto para prevenção ao suicídio

Em sessão da Câmara de Jundiaí na próxima terça-feira (27), vereadores irão votar projeto de lei que institui no Calendário de Eventos da cidade, o Dia Municipal de Prevenção ao Suicídio. O texto, de autoria do vereador Faouaz Taha (PSDB), prevê que todo dia 10 de setembro faça referência à campanha local sobre ações preventivas e de valorização da vida. A inserção no calendário coincide com o movimento ‘Setembro Amarelo’ que acontece em todo o mundo com alusão à importância de alertar a população sobre a realidade do suicídio e suas formas de prevenção. O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio já é lembrado em 10 de setembro.

De acordo com o autor do projeto, o líder de governo Faouaz, a inclusão desta data no calendário é também uma forma de reconhecer atuações já exercidas no município a respeito da prevenção ao suicídio. “Elaboramos o projeto em diálogo com entidades que atuam na área, como a CVV, que trabalha para oferecer apoio emocional a muitos. Esta ação voluntária modifica vidas e deve ser reforçada na cidade”, diz. O projeto ainda vai ao encontro de dados recentes que mostram aumento de casos de jovens que tentaram suicídio em Jundiaí – conforme matéria veiculada pelo Jornal de Jundiaí de 29 de maio deste ano, o setor psicossocial do Hospital Universitário registrou o dobro de notificações, em relação ao mesmo período do ano passado, de adolescentes internados por abuso de medicamento e razões ligadas a tentativas de suicídio.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que o suicídio é a 13ª causa de morte no mundo, sendo uma das principais entre adolescentes e adultos até os 35 anos. A taxa de suicídio é maior entre os homens do que entre mulheres. “Embora não se fale muito sobre o tema, o suicídio é mais comum do que se imagina e se tornou um problema de saúde pública, com aproximadamente 9 mil casos por ano, segundo a OMS, ou uma morte a cada hora. Por esse motivo, levantamos o debate a respeito e buscamos reforçar a conscientização no município. Nossa rede já atua na área e devemos ampliar este atendimento também”, reitera Faouaz.

O projeto é considerado legal e constitucional pela consultoria jurídica e recebeu parecer favorável da Comissão de Justiça e Redação (CJR).