Câmara mantém veto do prefeito e barra lei sobre ultraprocessados

“Acredito que seja uma vitória, mesmo com a decepção do veto e sua manutenção. Fico feliz em ter proporcionado uma mobilização na sociedade, um debate amplo, com profissionais e entidades renomadas que nos parabenizaram por lei pioneira na cidade e no País”, disse Faouaz. Antes da votação, Faouaz ainda argumentou que o projeto trata de saúde pública e da prevenção de gastos futuros com atendimentos diante da relação comprovada do consumo de ultraprocessados a doenças, como obesidade infantil – hoje uma epidemia no País. “Jundiaí possui programa municipal de combate à obesidade. Seria muito incoerente mantermos o veto sobre o projeto que contribui para esta mesma causa”, reforçou.
Conforme divulgado nas redes sociais e pela imprensa, o projeto do vereador Faouaz apenas limitava a exposição de ultraprocessados nos caixas de estabelecimentos comerciais e à altura superior a um metro. Não havia, portanto, nenhum impedimento para venda de qualquer produto. Além de grupo de estudo, o projeto foi discutido em audiência pública, com convites feitos a toda a sociedade e aos representantes comerciais. “Infelizmente, somente após aprovação do projeto, algumas empresas aparecem para pressionar a manutenção do veto”, lamentou.
O projeto teve apoio do Procon Jundiaí, da Fundação Procon de São Paulo, do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) e do Instituto Alana, que combate o apelo publicitário sobre crianças.