Câmara aprova fim dos fogos na Serra do Japi; vereadores, porém, alteram limite de área a ser protegida

Câmara aprova fim dos fogos na Serra do Japi; vereadores, porém, alteram limite de área a ser protegida

Em sessão da Câmara de Jundiaí, na noite de terça-feira (29), 17 vereadores foram favoráveis ao projeto de lei que proíbe a soltura de fogos de artifício na Serra do Japi. Os autores do projeto, Faouaz Taha (PSDB), Leandro Palmarini (PV), Paulo Sérgio Martins (PPS) e Rafael Antonucci (PSDB), e o vereador Antonio Carlos Albino (PSB), foram os únicos contrários a uma emenda apresentada ao texto que restringe ainda mais o limite da proibição dentro da Serra.

Para os autores, a aprovação foi uma vitória importante, mas a emenda não deixa de ser uma tentativa de descaracterizar o projeto. “Fui contrário à emenda porque ela não contempla todo o território da Serra que já é determinado por lei. Da forma que a emenda foi feita, será proibido soltar fogos praticamente dentro da mata, o que não ajuda. O projeto inicial envolvia a zona de conservação, onde moram pessoas e onde a incidência da soltura é comprovada”, diz Faouaz.

Os poucos comerciantes da cidade – apenas três lojas são devidamente oficializadas na Unidade de Gestão de Finanças de Jundiaí – estiveram na plateia e pediram apoio de alguns vereadores. Moradores de bairros próximos à Serra e membros de conselho da Serra também compareceram e saíram insatisfeitos com a aprovação da emenda, apresentada pelo vereador Douglas Medeiros (PP).

Em 2017, Faouaz e os demais vereadores autores deste projeto propuseram o fim dos fogos com estampido em toda a cidade. O texto, porém, foi rejeitado pelos mesmos vereadores que aprovaram a emenda na noite de ontem. Nas redes sociais, a campanha ´Rojão em Jundiaí não’ circulou e mais de 2 mil pessoas participaram de abaixo-assinado em prol do projeto.

Uma consulta pública realizada no site da Câmara de Jundiaí revelou que 71% da população é favorável ao projeto pelo fim dos fogos na Serra. “Esperamos que este seja um primeiro passo de conscientização por um tema tão contemporâneo e necessário. São Paulo sancionou lei semelhante, assim como outras cidades. Se tivemos olhar pelo coletivo, Jundiaí ainda pode avançar”, conclui Faouaz.