Consulta pública revela 71% da população favorável ao fim dos fogos; projeto será votado dia 29
Consulta pública realizada no site da Câmara de Jundiaí revela que 71% dos participantes são favoráveis ao projeto de lei 12.329 que proíbe os fogos de artifício no território da Serra do Japi. O resultado foi divulgado pela própria Câmara após quase um mês de divulgação da enquete – de 25 de abril a 17 de maio. O texto, de autoria dos vereadores Faouaz Taha (PSDB), Leandro Palmarini (PV), Rafael Antonucci (PSDB) e Paulo Sérgio Martins (PPS), é legal e constitucional, passou por audiência pública e será votado na próxima terça-feira, 29 de maio, em sessão ordinária.
A enquete é um novo instrumento do site da Câmara Municipal e foi utilizada pela primeira vez neste projeto a pedido dos vereadores autores. Quase 500 pessoas participaram da consulta que permite apenas um voto pelo mesmo inscrito e 28,43% foram contrários à medida. “Esse número é mais uma amostragem significativa de que não estamos falando sozinhos. Estamos tratando de um tema relevante, de um pedido de grande parte da população. Em 2017, quando tentamos proibir os fogos com estampido na cidade inteira, 77% das pessoas foram favoráveis em enquetes e mais de 2 mil pessoas assinaram abaixo-assinado favorável ao projeto”, lembra o vereador Faouaz que promoveu, nas redes sociais, a campanha ‘Rojão em Jundiaí não’.
O tucano ainda reforça que se Jundiaí tivesse aprovado aquele projeto, a cidade seguiria a lógica de outros municípios que já entenderam essa demanda como algo atual. “Santos aprovou a lei. Estive lá. E agora São Paulo mostra uma nova força. Além de aprovada na Câmara, a lei foi sancionada pelo prefeito Bruno Covas nesta semana. Com certeza, é algo que nos motiva a tentar a aprovação em Jundiaí. Agora, no entanto, tentaremos na Serra do Japi e esperamos que, ao menos, a preservação ambiental conscientize os pares”, diz.
Um decreto de 2008, que trata de realizações de eventos na Serra do Japi, já desautoriza a soltura de fogos naquela região. O projeto de lei dos quatro vereadores, portanto, pretende regulamentar em lei esta proibição, o que permitirá fiscalização e aplicação de penas a quem infringir.
